ARQUIVOS TIPO ATLAS

NEVO MELANOCÍTICO INTRADÉRMICO

Intradermal melanocytic naevi

NAEVUS NAEVO-CELLULARIS DERMICUM

Autor: Nelson Guimarães Proença

Inserida em: 10/08/2021


Acquired melanocytic naevi are benign neoplasms of melanocytic naevus cells that begin to proliferate at the dermal-epidermal junction (junctional naevus), and over time tend to migrate into the dermis while a component remains in contact with the basal layer (compound naevus). At the end stage of this process, all the naevus cells are completely detached from the overlying epidermis (intradermal naevus).

Intradermal (or dermal) naevi are flesh-coloured, dome-shaped nodules that can be larger that junctional naevi. Their surface is usually smooth but can also appear papillomatous. They are located primarilçy on the head, neck and shoulders. One or a few hair shafts may project from the naevus surface.


(Rook’s Textbook of Dermatology, Ninth Edition, 2016).


CASO 1 (21108)

Mulher, 37 anos, tem “pintas” na face desde a infância, estão crescendo lentamente. Elas lhe causam desconforto estético, perda da autoestima, deseja retirá-las. Assim se procedeu, o exame anátomo-patológico mostrou se tratar de nevos intradérmicos.





CASO 2 (01245)

Mulher, 23 anos, tem nevo junto ao supercílio esquerdo, desde a infância. Está preocupada porque a lesão cresceu e se tornou sensível, nos últimos meses. Ao exame dermatológico, além da leso pigmentar da face tem inúmeras outras, no tronco.  A lesão foi removida por divulsão: anátomo-patológico confirmou um nevo melanocítico intradérmico. A cicatrização foi perfeita.





CASO 3 (03147)

Mulher, 67 anos, tem lesões na face desde a adolescência. Aumentaram progressivamente, sobretudo no sulco nasogeniano, é esta que deseja retirar. O exame confirmou a diagnóstico clínico de nevo melanocítico intradérmico.





CASO 4

Mulher, 53 anos, desde a juventude tem lesões na face, cresceram lentamente com o correr dos anos. Estas lesões a desgostam, acha que são esteticamente desfavoráveis. As lesões são pápulas hemisféricas levemente eritematosas, crescimento exofítico, consistência firme. São características de nevos intradérmicos.

Atendendo ao pedido da paciente foram removidas por divulsão. A segunda foto mostra como se pratica a hemostasia com algodão, após a prática da divulsão.

O diagnóstico clínico foi confirmado pelo exame anátomo-patológico).

 







CASO 5 (21127)

Mulher, 56 anos, desde a infância tem uma lesão no couro cabeludo, a qual cresceu até chegar à adolescência, quando estabilizou. Recentemente foi descoberta uma “área fria” no cérebro, havendo suspeita de malignidade.  Na procura de uma lesão de origem foi feita uma cintiligrafia corpórea, foi então que se verificou que a lesão do couro cabeludo foi fortemente o contraste. Seu médico recomendou que procurasse o dermatologista. A lesão foi retirada e o exame anátomo-patológico mostrou que se tratava apenas de um nevo intradérmico pepilomatoso!





Comentários

A distinção clínica entre as lesões pigmentares, intradérmicas e as juncionaias — benignas e pré-malignas/malignas — é muitas vezes difícil, mesmo quando se faz a citoscopia. A retirada da lesão deve então ser feita, para um diagnóstico seguro. Como as lesões são ovaladas ou redondas, a retirada pode ser feita com um punch de diâmetro um pouco maior, conforme foi visto no caso que apresentamos. O exame anátomo-patológico estabelece um diagnóstico seguro e informa se a margem de segurança foi adequada.

Quando os melanocitos da camada basal da epiderme acumulam melanina, mas não proliferam, fica caracterizado o lentigo. Quando os melanocitos começam a se multiplicar, passamos a caracterizar como nevos melanocíticos.

No caso de ocorrer a excessiva proliferação de melanocitos na camada basal, denominamos nevo juncional. Com o passar do tempo uma parte destes melanocitos pode se acumular e se despreender, “mergulhando” na derme, justifica-se agora a denominação de nevo composto. Quando vier a ocorrer a total desvinculação entre os melanocitos e a camada basal, havendo apenas acúmulos dos mesmos na derme, falamos de nevo intradérmico.

Esta sucessão — nevo juncional, nevo composto, nevo intradérmico — pode levar anos para ocorrer. O tempo é absolutamente variável, de indivíduo para indivíduo e de nevo para nevo, razão pela qual podemos encontrar, em uma pessoa, os três tipos de nevos melanocíticos.

Importante destacar que estamos descrevendo lesões benignas da pele, pois os melanocitos que as compõem tem estrutura absolutamente preservada. Quando surgem alterações estruturais passamos a falar de nevo diplásico (ou lentigo maligno). Este, sim, tem evolução maligna.


Palavras-chave: Nevo melanocítico intradérmico

Key Words: Intradermal melanocytic naevi

Nomina Dermatologica: Naevus naevo cellularis dermicum