ARQUIVOS TIPO ATLAS

NEVO MELANOCÍTICO COMPOSTO

Compound melanocytic naevi

NAEVUS NAEVO-CELLULARIS

Autor: Nelson Guimarães Proença

Inserida em: 04/08/2021


 

Acquired melanocytic naevi are benign neoplasms of melanocytic naevus cells that begin to proliferate at the dermal-epidermal junction (junctional naevus), and over time tend to migrate into the dermis while a component remains in contact with the basal layer (compound naevus). At the end stage of this process, all the naevus cells are completely detached from the overlying epidermis (intradermal naevus).

A compound naevus is a slightly raised, oval or round papules with symmetrical shape. This naevus is also pigmented, whit shades of brown according to the patient’s skin colour.

(Rook’s Textbook of Dermatology, Ninth Edition, 2016).


CASO 1 (21401)

Homem, 28 anos, consulta por apresentar numerosas lesões pigmentadas, principalmente localizadas na região dorsal. O paciente informa que uma destas lesões está se tornando maior e mais escura, motivando a consulta. Além desta lesão foi também retirada uma outra, ao lado, para comparação.

 

O exame anátomo-patológico da lesão pigmentada maior deu nevo composto, absolutamente benigno. A segunda lesão, menor, deu nevo juncional.


 

 





CASO 2 (31783)

Uma mulher de 31 anos, consulta por apresentar alopecia areata. Ao fazer o exame dermatológico de rotina, foi encontrada uma lesão pigmentada no abdome — ao lado da cicatriz umbilical — que sequer havia chamado sua atenção. A lesão parecia ser um nevo juncional em transformação, justificando sua retirada.

A retirada foi feita em fuso e o exame anátomo-patológico mostrou nevo melanocítico composto! O caso ilustra bem a dificuldade para o diagnóstico clínico preciso, neste tipo de lesão pigmentar, o que torna sempre indicada sua retirada.





 

CASO 3 (37630)

Homem, 38 anos, foi encaminhado para a consulta dermatológica por apresentar inúmeros nevos pigmentados, disseminados por tronco e membros: um destes nevos, de localização pubiana, parecia estar em transformação para melanoma. Foi procedida sua retirada cirúrgica, o diagnóstico realmente foi de nevo displásico.

Em razão deste resultado o paciente foi então acompanhado em consultas periódicas, para manter sob observação todos os demais nevos. Na revisão feita aos 41 anos, uma lesão da coxa apresentava alterações que justificaram sua retirada. O resultado foi tranquilizador: nevo melanocítico composto.

 





 

CASO 4 (40567)

Mulher, 28 anos, expõe-se demasiadamente ao sol, por esta razão faz uma consulta de rotina.sua pela apresenta as manifestações resultantes dessa exposição. Chamou a atenção a  presença de uma lesão discrômixca na região subclavicular esquerda. Foi retirada . O resultado do exame foi nevo melanocítico composto.

 





Comentários

 

A distinção clínica entre as lesões pigmentares, intradérmicas e as juncionaias - benignas e pré-malignas/malignas - é muitas vezes difícil, mesmo quando se faz a citoscopia. A retirada da lesão deve então ser feita, para um diagnóstico seguro. Como as lesões são ovaladas ou redondas, a retirada pode ser feita com um punch de diâmetro um pouco maior, conforme foi visto no caso que apresentamos. O exame anátomo-patológico estabelece um diagnóstico seguro e informa se a margem de segurança foi adequada.

Quando os melanocitos da camada basal da epiderme acumulam melanina, mas não proliferam, fica caracterizado o lentigo. Quando os melanocitos começam a se multiplicar, passamos a caracterizar como nevos melanocíticos.

No caso de ocorrer a excessiva proliferação de melanocitos na camada basal, denominamos nevo juncional. Com o passar do tempo uma parte destes melanocitos pode se acumular e se despreender, “mergulhando” na derme, justifica-se agora a denominação de nevo composto. Quando vier a ocorrer a total desvinculação entre os melanocito e a camada basal, havendo apenas os acúmulos na derme, falamos de nevo intradérmico.

Esta sucessão — nevo juncional, nevo composto, nevo intradérmico — pode levar anos para ocorrer. O tempo é absolutamente variável, de indivíduo para indivíduo e de nevo para nevo, razão pela qual podemos encontrar, em uma pessoa, os três tipos de nevos melanocíticos.

Importante destacar que estamos descrevendo lesões benignas da pele, pois os melanocitos que as compõem tem estrutura absolutamente preservada. Quando surgem alterações estruturais passamos a falar de nevo diplásico, ou lentigo maligno. Este, sim, tem evolução maligna.

 


Palavras-chave: Nevo melanocítico composto

Key Words: Compound melanocytic naevi

Nomina Dermatologica: Naevus naevo cellularis