ARQUIVOS TIPO ATLAS

NEVO DISPLÁSICO

Dysplastic naevus

NAEVUS DYSPLASICO

Autor: Nelson Guimarães Proença

Inserida em: 23/07/2021


Clinically, atypical naevi are larger than 5 mm with irregular borders and pigmentation. They sometimes present with a reddish hue that corresponds to a degree of inflammation . A central papular component is often surrounded by a macular periphery, so that the naevus resembles a “fried egg” appearance.

There are currently no data to support the notion that atypcal naevi are more likely to progress to melanomas than commom naevi, and there are no molecular makers for the identification of lesions higher risk for transformation. Therefore, atypical naevi should mainly be viewed as risk makers  — and occasionally simulants — for melanomas rather than true precursors lesions.

(Rook’s Textbook of Dermatology, Ninth Edition, 2016).

 

CASO 1 (43885)

Mulher branca, 27 anos. Desde o início da adolescência estão surgindo numerosas “pintas”, tem aumentado em número e tamanho. Seis já foram retiradas, o diagnóstico  foi de nevo displásico. Agora trata-se de uma lesão na perna, que está aumentando e sangrou: uma lesão pigmentada, com crostícula hemática aderente.







 

CASO 2 (38748)

 

Jovem moça, adolescente de 15 anos, consulta por ter acne. Ao ser examinada são encontrados inúmeros nevos melanocíticos, na região dorsal. Vários deles são irregulares na forma, discrômicos, chegando a ter mais de 1 cm de diâmetro. 

 









CASO 3 (43097)

Uma jovem de20 anos faz uma consulta de rotina. O exame dermatológico mostra a presença de nevos melanocíticos localizados na região da espádua direita. São de cor negra, um deles tem um halo eritematoso, característico do nevo displásico. Foi indicada a retirada das lesões, mas a paciente não aceitou a indicação.







CASO 4 (29345)

Trata-se de um rapaz de 18 anos, cor branca, que informa ter notado aparecimento de algumas lesões pigmentadas, principalmente no tronco, há apenas 6 meses. Assegura que estão aumentando de tamanho.

Ao exame foram encontradas pápulas de cor rósea, em torno de 30, distribuídas pelo tronco anterior e posterior, todas de consistência mole, ao tato. Apenas uma destas lesões, localizada na região subcostal direita, era irregular no contorno, irregular na pigmentação, sugestiva de nevo displásico. Esta lesão foi retirada, o diagnóstico histopatológico foi nevo melanocítico composto, mas chamou a atenção a presença de melanocitos intra epidérmicos.

Decidiu-se pelo acompanhamento do paciente, ano a ano, para revisão clínica (na época ainda não se contava com o scanning eletrônico). Foi verificado um aumento constante das lesões, em seu número, em eu tamanho e em sua pigmentação. Nos 15 anos seguintes oito nevos foram retirados, mas somente o último deles foi caracteristicamente um nevo displásico. Os demais foram sempre nevos compostos.

A partir do décimo sexto ano de observação começou a ser observada uma cura espontânea de numerosos nevos!









CASO 5 (39072)

Uma jovem mulher, 29 anos, tem inúmeros “pontos negros” na pele, tanto em tronco como em membros. no último ano surgiu mancha escura na unha do polegar direito. A fotografia mostra a unha alterada ao lado de um nevo melanocítico pequeno, da perna.





CASO 6 (39072)

Uma jovem mulher, 23 anos, consulta por ter inúmeros nevos melanocíticos, desde a infância, mas tem que a está preocupando. É uma lesão localizada na espádua direita. Ao exame clínico, esta é uma lesão pigmentar elevada com contorno de coloração rósea, o chamado “nevo em ovo frito”. Como aqui há suspeita de evolução para melanoma, foi feita a retirada em fuso. O exame anátomo-patológico confirmou que se tratava de um nevo em transformação para Melanoma.





Comentários

 

O conceito de nevo displásico é principalmente clínico. É um tanto difícil definir este conceito de um modo mais preciso.

É um nevo pigmentar, em geral com 5 mm de diâmetro, ou um pouco mais, alguma irregularidade de contorno, alguma irregularidade na distribuição do pigmento. Ao se fazer a Dermatoscopia não estão presentes os requisitos para diagnosticar um possível melanoma in situ, mas também não se pode afirmar que é um simples nevo melanocítico.

Como o aspecto clínico é atípico, o dermatologista fica inquieto e acaba por indicar uma biópsia excisional. O exame histopatológico mostra variável grau de displasia celular, por vezes mis acentuada, o que torna justificada a atitude intervencionista. Destaque-se que a palavra “atípico” se aplica à Clínica, e a palavra “displásico” se aplica à Patologia.

Ao exame microscópico, trata-se de um nevo composto, sendo o componente juncional do tipo lentiginoso. A epiderme tem cristas epiteliais alongadas e muitas vezes fusionadas. Os núcleos dos melanocitos são irregulares, hipercromáticos, com acentuação da relação núcleo/citoplasma. São encontradas figuras de mitoses. Uma reação linfocitária subjacente caracteriza a participação celular, na derme.

As primeiras descrições foram devidas a Clark e colaboradores (1978), em famílias onde havia a ocorrência de incontáveis lesões pigmentares, com registro de casos de melanoma, ditos então de “caráter familiar”. Um estudo anátomo-patológico mais pormenorizado, destes nevos, identificou vários que estavam neste estádio, por assim dizer “borderline”, entre o normal e o decididamente patológico. Os estudos de Elder (1986) complementaram as descrições do grupo de Clark, passando então a ser aceito o diagnóstico de “Nevo Displásico”.

Quando a Dermatoscopia mostra irregularidade no contorno e na distribuição do pigmento melânico, pode ser indicada a biópsia excisional. O patologista dá então o diagnóstico de Nevo Displásico, chamando a atenção para o elevado número de mitoses atípicas.

Importante destacar: os melanomas intraepiteliais tem baixo poder metastático, que não chega a 1% dos casos. Mas que esta possibilidade existe, não há dúvidas.

 


Palavras-chave: Nevo displásico

Key Words: Dysplastic naevus

Nomina Dermatologica: Naevus dysplasico